Suposta espionagem americana é manobra para agilizar a censura a internet
Para Arolde de Oliveira, do PSD, ameaça à soberania nacional foi a visita não autorizada do Rei da Noruega à tribo ianomâni

“Espionagem? Isso é risível”, desdenhou Arolde ao considerar reação governista
exacerbada. (Foto: Arquivo Câmara)
O alarde criado pelos parlamentares da base do Governo após a reportagem do Jornal O
Globo que denunciou um esquema de espionagem de agências norte-americanas às
autoridades latino-americanas causou estranheza. Os dados obtidos faziam parte de
relatórios disponíveis na internet e não dados secretos. Para Arolde de Oliveira,
do PSD, as acusações devem ser averiguadas, contudo, considerou a reação desproporcional.
“Vamos investigar sim, mas não vamos fazer disso um cavalo de batalhas, um boi de
piranha, para que não nos esqueçamos do que a nação brasileira realmente está
querendo”, disse Arolde, referindo-se as manifestações realizadas no país.
O deputado lembrou ainda que há pouco menos de dois meses o rei da Noruega, Harald 5º,
entrou no Brasil e passou uma semana negociando com índios ianomâmis. “Da mesma forma
que as centenas de ONGs estão explorando o subsolo nacional, a biodiversidade da
Amazônia”, protestou. Para ele, essa atitude ameaçou muito mais a soberania nacional
que a as acusações de esquema de espionagem.
“Todos os dias esse assunto é denunciado aqui. Isso é invasão. Isso é faltar com os
princípios da ONU que define o que é soberania nacional. E ninguém fala nada, nem o
governo. Mas vem agora chamar a atenção para fatos de menor importância. Imaginem.
Espionagem. Isso é risível”, concluiu.
(PSD Câmara/Redação)
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