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De: 08/10/2013

PT comanda obstrução e impede minirreforma eleitoral para 2014

Para Arolde de Oliveira nenhuma das propostas tratava de uma verdadeira Reforma Polítca

“A proposta do PT não tem cabimento para o momento que vivemos. Não é uma reforma política”, criticou (Foto: Arquivo Câmara)

Uma ação de obstrução comandada pelo PT no plenário da Câmara na noite desta terça-
feira, 1º, impediu a votação da proposta de uma minirreforma eleitoral (PL 6397/2013) cujas
alterações tivessem validade para 2014. O PT comandou o movimento para impedir a
votação porque desejava ter avançado no debate da reforma política. O deputado federal
Arolde de Oliveira criticou a postura petista.

“O projeto proposto pelo PT e que justifica seu voto negativo, seu voto não, neste
momento, é um projeto impossível, é um projeto de pouca transparência”, discursou
Arolde. Falando como vice-líder do PSD, o deputado criticou a proposta de
financiamento público de campanha e voto em lista partidária. “Votação em lista é
impossível quando nós temos mais de 30 partidos políticos. Financiamento público de
campanha, quando vivemos numa situação de denúncias diárias de corrupção só irá criar
mais uma fonte de corrupção”, condenou.

Para o deputado federal do PSD, a Reforma Política que todos desejam não estava
prevista nem no projeto em questão, nem na proposta do PT. “Uma proposta de reforma
política tem que ser com P grande. Temos que primeiro equilibrar as relações do
Executivo com o Legislativo e acabar com essas medidas provisórias. Tratar do pacto
federativo para atender os Municípios e os Estados”, disse ele criticando apenas a
intenção eleitoral da matéria.

“Temos que passar ainda por uma reforma partidária que reduza o número de partidos
políticos para, por fim, depois que tudo estiver consolidado, tratarmos de uma reforma
eleitoral”, disse ele. O texto em debate tem origem no Senado, onde foi aprovado há
duas semanas. O objetivo declarado do projeto era reduzir os custos de campanha. Havia
a proibição de faixas, cartazes e cavaletes e limitação de número de cabos eleitorais.
Enquetes, consultas sem parâmetros científicos, estariam proibidas.

(O Estado de São Paulo Online/Redação)

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