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De: 20/08/2013

Proteção de dados não pode abrir espaço para a censura da internet

Para Arolde, do PSD, acordos entre os países poderá garantir a segurança e o sigilo dos brasileiros na internet

Arolde defende que Marco Civil poderá dar início à censura da rede (Foto: Arquivo Câmara)

Estar na internet significa estar exposto. Todos os dias, milhares de pessoas compartilham e publicam (isso mesmo: tornam público) diversas informações além de efetuarem cadastros e compras online que, para serem feitas, incluem fornecer dados pessoais. Toda essa exposição foi o tema de uma audiência pública na Câmara dos Deputados. A discussão gira em torno da votação do Marco Civil da Internet.

“Precisamos, na verdade, é cuidar bem dos dados de nossos cidadãos para garantir a privacidade que eles merecem”, disse o deputado federal Arolde de Oliveira, do PSD. A discussão está em alta após denúncias feitas pelo jornal O Globo de uma suposta espionagem norte-americana a informações de brasileiros na grande rede.

Segundo Arolde, a forma adotada no debate sobre o controle da internet não é a mais adequada. “Diversos países fazem espionagem para proteger seus mercados e cidadãos. A diferença é que hoje são utilizadas tecnologias mais modernas, no caso, a internet”, criticou. Arolde defendeu que a internet extrapola os limites dos países e é um território que deve ser regulado por acordos internacionais. “A preocupação com a rede é, de certa forma, hipócrita, uma vez que se trata de uma relação global e internacional”, disse.

O maior impasse, contudo, é que grande parte dos servidores e plataformas da rede estão sediadas em solo norte-americano. “Esse assunto deve ser tratado através de convênios de entendimentos bilaterais”, disse, defendendo a criação de banco de dados nacionais. “Se nós cuidarmos bem dos dados do cidadão dentro dos bancos de dados públicos já teremos dado um grande passo para proteger a privacidade do cidadão brasileiro”, encerrou.

(PSD Câmara/Redação)

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