Proposta de Arolde foi aprovada por unanimidade pela Comissão de Seguridade Social e Família
Projeto prevê TVs e rádios mais acessíveis para deficientes auditivos

Projeto de Arolde agora segue Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC). (Foto: Jorge Ribeiro)
Os aparelhos de rádio e televisão poderão se tornar mais acessíveis para pessoas com audição reduzida. O
Projeto de Lei 7.033/06, que obriga os fabricantes a disponibilizar modelos com saídas de áudio compatíveis
com fones de ouvido de ajuste independente de volume, é do vice-líder do PSD, deputado Arolde de Oliveira
(RJ), e foi aprovado, por unanimidade, nesta quarta-feira (12), pela Comissão de Seguridade Social e
Família (CSSF).
“Hoje, quando uma família se senta para assistir um programa de TV e têm pessoas com dificuldades
auditivas, ou elas não assistem, ou o som tem que ficar muito elevado. Com a saída especial, vai facilitar
que, por exemplo, uma pessoa idosa regule o volume da maneira que precisar e todos assistam com
tranquilidade”, justificou o deputado. Para ele, trata-se de uma alternativa viável e de baixo custo.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 1,5% da população brasileira – cerca de 3
milhões de pessoas – têm deficiência auditiva. De acordo com o projeto de Arolde, esse número inclui apenas
os casos em que há perda de audição de moderada a severa. Quando são considerados os portadores de
necessidades especiais com perda auditiva de leve a moderada, esse número aumenta consideravelmente,
chegando a quase 15% da população.
A proposta original previa a obrigatoriedade de produção de 50% dos aparelhos com tal dispositivo, porém,
substitutivo do Senado determinou que a produção dos modelos que cumpram o requisito seja feita por
encomenda do consumidor, com o prazo limite de entrega de 30 dias após a compra. “Dessa forma fica bom para
o fabricante e também para o consumidor”, afirmou Arolde.
O projeto modifica a Lei 10.098/00, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da
acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e segue para análise da
Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC).
(PSD Câmara/Redação)
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