Projeção de crescimento da economia brasileira cai para 2,24%
Arolde, do PSD, critica as manobras do Governo para ocultar os maus resultados da economia

Deputado do PSD criticou bastante as medidas do Governo no plano econômico, classficando-as como manobras sórdidas. (Foto: Arquivo Câmara)
A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia, este ano, foi
ajustada para baixo. De acordo com a pesquisa semanal do Banco Central (BC) ao mercado
financeiro, a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de
todos os bens e serviços produzidos no país – caiu de 2,28% para 2,24%, este ano.
“O desempenho da economia brasileira continua de mal a pior, descendo a ladeira”,
comentou o deputado federal Arolde de Oliveira. Com o fim do recesso parlamentar, os
maus resultados da economia podem gerar mais desconforto entre o Governo e a
população. “A balança comercial do semestre apresentou um déficit comparável à pior
situação semestral de 1995, que foi de 3 bilhões”, lembrou Arolde.
Para o parlamentar do PSD, o Governo tem se utilizado de artifícios para ocultar os
maus resultados. “Os resultados do primeiro semestre foram piores do que o esperado
por conta de que, no final de 2012, não foi registrada uma importação de bilhões de
reais em óleo e derivados feita pela Petrobras, para apresentar um bom resultado ao
povo. A conta da mentira contada foi paga agora”, acusou.
“Onde está a transparência tão apregoada por este Governo?”, questionou Arolde que
citou a mudança da regra do BNDES para elevar o superávit primário. “Através da
emissão de títulos públicos, o Governo vai livrar o BNDES de construir as suas
reservas e, fazendo isso, ele vai justamente facilitar, através de uma manobra feita
por um decreto publicado na surdina, a composição do déficit público”, protestou,
classificando a mudança como “uma manobra sórdida que tira 15 milhões de reais do
contribuinte”.
Em tom de desabafo, Arolde defendeu que a Nação não está mais “comprando as ilusões” e
que ela, por si própria, irá cobrar a conta do Governo. “Vamos continuar nos
informando. O conhecimento é nossa maior arma”, encerrou.
(Agência Brasil/Redação)
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