Operação Esopo: Deputado defende prestação de contas de ONGs
Projeto de Lei (2235/2011) de Arolde de Oliveira visa acabar com a corrupção nos repasses a ONGs

Arolde defende que prestação de contas acabaria com a farra da corrupção em ONGs (Foto: Arquivo Câmara)
Na última segunda-feira, 9, a Polícia Federal (PF) desarticulou o grupo que desviou R$
400 milhões do Ministério do Trabalho, numa operação que atingiu o número 2 da pasta,
o secretário executivo, Paulo Roberto dos Santos Pinto. O esquema pode ter desviado
recursos federais, estaduais e municipais levando a PF a cumprir 25 mandados de prisão
numa operação batizada de Esopo, em referência ao nome do escritor grego, autor da
fábula Lobo em pele de cordeiro. O pivô do esquema é a ONG Instituto Mundial de
Desenvolvimento e Cidadania (IMDC).
A nova denúncia reacendeu o debate sobre as parcerias entre o Estado e as Organizações
Não Governamentais (ONGs). “É preciso estabelecer uma forma de controlar as finanças
das organizações não governamentais que usam o dinheiro público”, criticou o deputado
federal Arolde de Oliveira em discurso no Plenário da Câmara nesta quarta, 11.
Arolde é autor do projeto de lei (PL 2035/2011) que obriga todas as ONGs que recebam
verba pública prestem contas à sociedade. “Por falta dessa medida, temos escândalos
todos os dias. Temos que exigir publicação dos balanços, origem e destinação dos
recursos”, protestou o parlamentar.
De acordo com pesquisa do Instituto GPP, realizada em agosto de 2013, 89 % dos
cariocas são a favor da iniciativa do parlamentar. Na internet, segundo pesquisa no
site Vote na Web, a iniciativa do parlamentar é aprovada por 98% dos internautas em
uma amostragem de 1089 votos até a última atualização. Ainda segundo o site, 70% dos
internautas consideram a proposta urgente.
A proposta está sob análise na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e
Comércio ( CDEIC ) cujo relator é o deputado Antonio Balhmann (PSB-CE).
(Redação)
Tag: Arolde de Oliveira, Corrupção, ministério do Trabalho, ONGS, Operação Esopo, PL 2035/2011