Liminar define multa diária a vídeo fraudulento no Facebook
Pastor da Igreja Universal que publicou o vídeo ainda responderá por crime de calúnia

Ativistas e simpatizantes do deputado do PSD ajudaram a desmentir a fraude. (Foto: Reprodução Facebook)
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) concedeu uma liminar que multa em cinco mil reais por dia o site de relacionamentos facebook enquanto um vídeo fraudulento que deturpou a fala do deputado federal Arolde de Oliveira no Plenário da Câmara dos Deputados não for retirado de sua rede social. A edição do filme retirou uma fala do parlamentar de seu contexto e o colocou ao lado de defensores da bandeira GLBT. O desembargador Wagner Cinelli de Paula Freitas considerou que por se tratar de trecho fora de contexto, “não corresponde ao pensamento do deputado Arolde deixando explícita o sentido pejorativo do vídeo, prejudicando a imagem do candidato”, julgou.
Entenda o caso:
Nos dias 30 e 31 de julho, dois pastores da Igreja Universal do Reino de Deus publicaram em suas páginas pessoais o tal vídeo que deturpava a fala do deputado Arolde de Oliveira em um pronunciamento no Plenário da Câmara. O Pastor Adriano Neres Duarte, da Igreja Universal em Teresina-PI; e Pastor Júnior Moreira, de Mato Grosso do Sul, convocavam seus seguidores a compartilhar o vídeo que sugeria que o parlamentar do PSD pertencesse à bancada pro-GLBT.
O trecho no qual o deputado é mostrado diz: “O povo evangélico devem ser queimados vivos na fogueira. Evangélicos são uma desgraça e devem ser exterminados”. Entretanto a peça não explica o contexto da fala do parlamentar que estava reproduzindo uma agressão feita por ativistas GLBT contra a sua assessora Damares Alves. O vídeo ainda encerra com a legenda “fala de um deputado em Sessão do Plenário”, atribuindo a Arolde a autoria da opinião descrita.
Veja o vídeo original:
Eis o vídeo falso:
(Redação)
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