“Financiamento público das campanhas não impede o caixa dois”, diz Arolde
Secretário de Trabalho defende que o financiamento público será mais uma forma de corrupção
Enquanto o Congresso tenta aprovar os projetos de Reforma Política, o Secretário de Trabalho e
Renda do Estado do Rio de Janeiro e deputado federal licenciado, Arolde de Oliveira,
criticou duramente a proposta apresentada de financiamento exclusivamente público das
eleições em um Ciclo de Palestras no Centro do Rio de Janeiro, na última sexta, 15.
“Grande parte da economia brasileira é informal, o financiamento público não irá impedir o
caixa dois, infelizmente”, criticou. Para o parlamentar, os temas da reforma só são do
interesse dos partidos políticos e não da população. “Hoje temos 30 partidos e a maior
parte deles são incapaes de empolgar ou motivar uma militância de fato. Estão todos ávidos
pelo dinheiro do Fundo Partidário e dos horários de TV e rádio”, enfatizou.
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O debate aconteceu na sede da FIRJAN em um Ciclo de Debates da Escola Superior de Direito
Eleitoral (Esnel) em parceria com a Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político
(ABRADEP). Além de Arolde, participaram da mesa o Desembargador e Presidente do Tribunal
de Justiça do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Ribeiro e os juristas Maria Claudia Bucchianeri,
Luiz Fernando Pereira e Alexandre Bordallo.
O Professor e Doutor Carlos Roberto Siqueira Castro, da Université Panthéon -Assas de Paris
também defendeu o financiamento misto das campanhas. “Temos que defender o financiamento
misto porém com limites de doações para evitarmos uma desigualdade de armas na luta política”,
defendeu. Arolde defendeu que a verdadeira Reforma Política não pode se basear apenas nos temas
apresentados nos projetos.
“Isso não é a verdadeira reforma política, é uma pequena reforma eleitoral. Os temas são sempre
os mesmos”, encerrou.
(Redação)
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