Exército responde questionamentos sobre morte de crianças indígenas
De 2009 até 2013, militares realizaram 3.457 atendimentos de menores indígenas em seus hospitais

Deputado Federal Arolde de Oliveira afirma que vai abrir um grande debate sobre a morte de crianças indígenas
O Deputado Federal Arolde de Oliveira recebeu a resposta do Ministro da Defesa, Celso Amorim, acerca do requerimento 4159/2014, sobre os números da mortalidade infantil nos hospitais do exército em áreas indígenas. Amorim apresentou dados preocupantes: há unidades em que o número de óbitos chega a 10% das crianças atendidas. O Comandante do Exército, General Enzo Martins Peri também esclareceu os questionamentos.
“Os responsáveis por realizar os atendimentos de saúde nas aldeias são os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), ligados ao Ministério da Saúde”, justificou. Em muitos casos, os indígenas não recorrem aos hospitais do Exército localizados nas reservas.
O requerimento pedia às forças armadas o número de atendimentos de crianças indígenas nos hospitais das reservas indígenas. “Existe uma grande preocupação com o infanticídio indígena e precisamos de mais dados para planejar políticas de combate”, questionou o deputado.
Apesar das forças armadas contarem com seis hospitais (três no Amazonas, dois no Pará e um em Rondônia), apenas dois deles têm registro dos atendimentos, são eles os hospitais de guarnição: São Gabriel da Cachoeira (AM) e de Tabatinga (AM). Sendo o mais preocupante deles o último.
De 2009 a 2013, o Hospital de Guarnição de Tabatinga teve 1058 crianças indígenas atendidas em suas dependências e dessas 105 morreram, numa alarmante taxa de mortalidade de 10%, segundo as informações apresentadas pelo Exército. As principais causas de mortes estão relacionadas a complicações do parto, pneumonia, diarreia e malformação congênita.
(Redação)
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