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De: 03/10/2013

Deputados relatam sua experiência na Assembleia Constituinte de 1988

Constituição Federal, chamada “Constituição Cidadã completará 25 anos no próximo sábado”

Matéria especial sobre os 25 anos da Constituinte de 1988. (Foto: Reprodução Jornal Câmara)

No próximo dia cinco de outubro a Constituição vigente do Brasil completa 25 anos de
promulgação. Presidida por Ulysses Guimarães, a sétima constituição elaborada no
Brasil é chamada de “Constituição Cidadã”. Dos atuais 513 deputados com mandato na
Câmara Federal, apenas 24 fizeram parte deste momento histórico, sendo 4 do Rio de
Janeiro. Dentre eles o deputado federal Arolde de Oliveira.

O parlamentar participou do Caderno especial publicado pelo Jornal da Câmara falando
sobre sua participação na Constituinte. “Vivi com serenidade a fase mais importante da
minha carreira política, e a mais difícil, porque eu na Constituinte não era eu, era
milhares de pessoas que me delegaram representação. Como não podia consultá-las a cada
momento para aferir meus passos, procurei ser fiel à minha vocação liberal, à minha
índole combativa, ao meu espírito realizador e à minha formação cristã”, disse.

Veja o Caderno Especial do Jornal da Câmara aqui!

“É muito importante comemorar essa data por que foi a Constituição que consolidou a
atual democracia do Brasil”, disse o parlamentar do PSD no programa “Direto de
Brasília” da Rádio 93 FM. Arolde destacou as plenas liberdades e direitos garantidos
no texto. “Eu fico feliz de ter participado e foi um período formidável e acho que dei
uma grande contribuição na minha área profissional que é as telecomunicações”, disse o
deputado que foi presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Constituinte,
apresentando 111 emendas à proposta, sendo 24 delas presentes hoje na Carta Magna.

Arolde, entretanto, criticou que chamou de contaminação das ideologias de esquerda na
Assembleia Nacional Constituinte. “Eu fiquei muito frustrado porque perdemos todas as
discussões na época e manteve-se o monopóplio do Estado na Constituição”, revelou ele
citando o episódio que o então presidente José Sarney disse que o texto produzido pelo
PT tornaria o país ingovernável. “Eles pensavam que o comunismo era a ideologia do
futuro”, disse.

O texto do PT foi rejeitado e aprovada a proposta do PMDB, considerada cidadã pelo
parlamentar do PSD. O deputado federal aproveitou para criticar a postura do Partido
dos Trabalhadores. “Se aceitássemos a sua proposta estaríamos com uma ditadura de
esquerda como em Cuba, ou , no máximo uma Venezuela”, disse e citou a corrupção dos
governos petistas. “Em protesto, O PT não assinou a atual Constituição e deve ser por
isso que não se sente tão compromissado com ela e gera escândalos seguidos como
Mensalão e o Valerioduto”, completou.

(Redação)

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