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De: 22/07/2013

CFM recorre à Justiça contra o Mais Médicos

Ação civil pública exige que União suspenda programa Mais Médicos

“A presidente está agindo como uma ditadura que sonha ter lá na frente”, exclamou Arolde após mudança no currículo de medicina. (Foto: Agência Câmara)

O Conselho Federal de Medicina (CFM) entrou com uma ação pública contra a União para
suspender o programa Mais Médicos, do governo federal. O Conselho questiona a
possibilidade de o governo trazer mais médicos formados no exterior sem que eles
passem pela revalidação do diploma e sem a comprovação de domínio da língua
portuguesa. O CFM também prometeu para os próximos dias novas ações judiciais atacando
outros pontos do programa.

O programa tem sido amplamente criticado pelo deputado federal Arolde de Oliveira. “A
Presidente não ouviu o Conselho Federal de Educação e decidiu mudar o currículo do
curso de Medicina por lei. Isso é um absurdo”, exclamou o parlamentar em discurso no
plenário da Câmara dos Deputados. O CFM pede que os Conselhos Regionais de Medicina
(CRMs) não sejam obrigados a fazer o registro provisório dos médicos formados no
exterior inscritos no programa do Governo Dilma.

Segundo o CFM, sem a revalidação do diploma, o governo tem a intenção de permitir o
exercício irregular e ilegal da Medicina no país. “No tempo em que eles chamam de
ditadura foi adotado um programa voluntário, o Projeto Rondon, no qual, por
patriotismo, os universitários iam para o interior prestando serviços inclusive na
área de saúde. Eu fiquei estarrecido com a forma ditatorial como foi adotada essa
medida. Aqui ainda não é uma ditadura”, protestou Arolde.

Outras entidades médicas como a Federação Nacional dos médicos (Fenam) e a Associação
Médica Brasileira (AMB), fazem forte oposição ao Mais Médicos. “Estou indignado e não
sou médico, sou apenas um Parlamentar”, encerrou Arolde.

(O Globo/Redação)

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