Caso Molina: Itamaraty se mostra frágil diante do ‘companheiro’ Evo
Brigas diplomáticas com a Bolívia têm sido recorrente nos últimos anos, considera Arolde

Presidente Dilma com o ex-ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, exonerado em favor do companheiro boliviano. (Foto: Pedro Ladeira)
A vinda do senador boliviano Roger Pinto Molina ao Brasil como refugiado causou uma
briga diplomática entre os dois países. Opositor ao governo Evo Morales, Molina tinha
obtido asilo na embaixada brasileira em La Paz, a contragosto dos ‘companheiros Dilma
Rousseff e Evo Morales. “A minha preocupação é que o governo resolva devolver o
senador ao governo boliviano. A vida dele está em risco até aqui no Brasil que dirá
nas terras de Morales”, disse o deputado federal Arolde de Oliveira.
A operação de fuga, que contou com carros oficiais e fuzileiros navais brasileiros,
custou os cargos do Ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota; do embaixador
interino do Brasil em La Paz, Eduardo Saboia, apontado como o articulador da operação;
e seu colega Marcel Biato. No programa Direto de Brasília, da Rádio 93 FM, Arolde lembrou
que o boliviano é evangélico e está na condição de refugiado.
Arolde condenou a postura recente do Ministério das Relações Exteriores em episódios com
o país vizinho. “A Bolívia tem aprontado muitas e o Governo tem passado a mão na cabeça
porque eles são ‘companheiros’ na ideologia”, disse citando a invasão dos aviões da FAB em 2011
e a nacionalização da produção de petróleo que prejudicou a Petrobrás. “Mais uma lambança
do Itamaraty”, condenou também lembrando dos episódios da visita não informada do Rei da
Noruega às tribos ianomânis e da não concessão de asilo territorial aos atletas cubanos
durante os Jogos Panamericanos Rio 2007.
(Redação)
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