Billy Graham e o crescimento dos evangélicos no Brasil
Para Arolde de Oliveira, do PSD, a vinda do pregador ao Brasil nas décadas de 60 e 70 contribuíram para o crescimento de convertidos

Dados do IBGE mostram a evolução do crescimento da fé evangélica no país. Para Arolde, Billy Graham foi um dos maiores responsáveis. (Gráfico: IBGE)
Em 1960, o Maracanã recebia o pregador norte-americano Billy Graham e mais de 200 mil
evangélicos na primeira visita do célebre pastor batista às terras brasileiras. À
época, o Brasil era predominantemente um país católico, com mais de 70% da população
professa na religião romana. Graham voltaria ao país em mais duas oportunidades nas
famosas cruzadas na década de 1970. E foi a partir de então que o cenário se
modificou.
“Observa-se que a Igreja Católica começou a perder a hegemonia em 1970, justamente
quando começaram a ser intensificadas as atividades de pregação das igrejas
evangélicas no país”, destacou o deputado federal Arolde de Oliveira, do PSD, no
Plenário da Câmara. Arolde subiu à tribuna para apresentar um histórico dos
evangélicos em território nacional citando o crescimento de 4,5 milhões, em 1970, para
os atuais 44 milhões, segundo Censo 2010 do IBGE.
Relatando como “quem viveu intensamente esses momentos”, Arolde citou todo o esforço
das lideranças e igrejas evangélicas da época como o Pastor Paulo Leivas Macalão,
Presidente do Campo Missionário da Assembleia de Deus de Madureira; o Reverendo Isaías
de Souza Maciel, da Igreja Presbiteriana do Brasil; o Bispo Roberto McAlister, da
Igreja de Nova Vida; o Pastor Dr. Nilson do Amaral Fanini, da Convenção Batista
Brasileira, discípulo de Billy Graham, entre muitos outros líderes.
No programa “Direto de Brasília”, da Rádio 93 FM, o deputado federal ainda comparou a
visita do Papa Francisco ao momento vivido pelos evangélicos em 60 e 70. “Com
lideranças como Billy Graham é que houve a grande virada do crescimento do número de
evangélicos do Brasil e o discurso era exatamente esse hoje reeditado pelo Papa”,
analisou.
“Isso é um sinal de alerta aos evangélicos. Temos que anunciar o plano de salvação e
hoje muitas denominações estão afastadas deste foco principal. Prosperidade, cura são
consequências, não o foco”, criticou o parlamentar do PSD. O programa também analisou
o perfil do novo Papa, destacando sua origem sulamericana. “Ele tem essa vocação para
o exercício carismático da comunicação”, encerrou.
(Redação)
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