Após 25 anos, esquerda não se recuperou da queda do Muro de Berlim
Em plenário, Arolde de Oliveira critica partidários da esquerda no 25º aniversário do ato de reunificação da Alemanha.
Já se passaram 25 anos da queda de um dos maiores símbolos da bipolarização mundial do século XX: o muro de Berlim. O ato simbólico do povo alemão em derrubar a construção, que separava a parte capitalista (ocidental) e comunista (oriental) de sua capital, foi o marco inicial para a ruína do bloco socialista capitaneado pela União Soviética (URSS). O aniversário do ato foi lembrado no plenário da Câmara dos Deputados.
“Eu pedi a palavra para fazer um registro de solidariedade e um voto de louvor ao povo da Alemanha Oriental, que há 25 anos se libertou das garras de um sistema político reducionista que transforma o ser humano em uma abelha e a sociedade em uma colmeia”, disse o deputado federal Arolde de Oliveira, nesta terça-feira, 11.
Segundo o parlamentar, com o fim da União Soviética, os partidários de esquerda ficaram sem um norte em que mirar. O sonho de um mundo socialista ficou para trás e até hoje buscam se atualizar em um novo objetivo, mas depois de mais de duas décadas, o novo alvo ainda não foi definido. “Ouvindo os discursos da semana passada e desta semana aqui nesta tribuna, fico preocupado que a ala mais radical do Partido dos Trabalhadores não esteja intentando construir também um novo muro que separe o Sul do Norte”, disse Arolde, em referência a votação apertada que reelegeu a presidente Dilma Rousseff.
(Redação)
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