A nossa causa é a defesa dos valores da família tradicional
A nossa causa é a defesa dos valores da família tradicional, defesa dos valores judaico-cristãos, contra o bolivarianismo, contra a ideologia de gênero e o aborto.
Discurso proferido na Câmara dos Deputados em 08 de Novembro de 2017.
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, “por que não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço”. (Rm. 7.19)
Constatamos nos dias atuais que o Brasil não está imune às formidáveis transformações em andamento nas relações sociais, internas e externas, que ocorrem na maioria das nações do mundo.
A sensação de que as regras de convivência não são suficientes para estabilizar tais relações se torna cada vez mais presente no cotidiano das pessoas.
Os novos paradigmas introduzidos pela tecnologia, principalmente nas áreas da comunicação e informação, da robótica e da inteligência artificial, tornam rapidamente obsoletas as normas de relacionamento preexistentes, enquanto que os processos de regulamentação, com seus velhos padrões, não conseguem atender à velocidade e ao volume das demandas emergentes.
A descontinuidade resultante gera um espaço anárquico, uma lacuna legal, cuja turbulência impacta imediatamente todas as áreas das atividades políticas, econômicas e psicossociais e, a mais longo prazo, as áreas culturais e religiosas.
No nosso País essa instabilidade foi agravada com a introdução intencional de políticas públicas e programas de cunho ideológico contrário aos fundamentos culturais judaico-cristãos da sociedade brasileira.
Essa estratégia foi adotada no Foro de São Paulo, em 1990, quando os ideólogos da Esquerda, reunidos, decidiram abandonar a luta armada como meio de chegar ao Poder, optando pela via pacífica gramscista (Antônio Gramsci), para então, através da desconstrução gradual dos valores socioculturais, implantar o Estado socialista marxista.
Identifica-se que esse processo já está muito avançado no Brasil.
Em outros países da América Latina, como Venezuela, Equador, Bolívia e Uruguai, o processo passou a ser chamado de “bolivariano”, mas com o mesmo objetivo, pois todos eles, mais Cuba e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), são integrantes do Foro de São Paulo.
A recente interrupção do ciclo da Esquerda no Governo e no Estado brasileiros não significa necessariamente a desativação imediata dos mecanismos políticos de desconstrução adotados e consolidados em mais de 13 anos no poder.
O aparelhamento e a introdução de políticas e programas públicos nocivos aos princípios judaico-cristãos, que fundamentam os valores comportamentais, éticos e morais da nação, permanecem corrosivos no tecido social brasileiro.
A nossa causa requer a adoção de um esforço consciente e coordenado de todas as correntes contrárias ao processo de destruição encampado pelo Governo a partir de 2003.
Além do aparelhamento ideológico do Estado e da sociedade civil, com recursos do contribuinte, existem políticas públicas implantadas por meio de instrumentos infralegais, além de projetos e programas de Governo, entre outros mecanismos, que precisam ser desmontados com urgência.
Entre os segmentos sociais que mais têm abraçado a nossa causa, denunciando e combatendo as ideologias de desconstrução implantadas a partir do Foro de São Paulo, estão os evangélicos de todas as denominações, com setores da Igreja Católica e de outras religiões de fundamento cristão.
A igreja evangélica, mais coesa nas práticas dos ensinamentos bíblicos, mais gregária em torno da fé comum, sem barreiras doutrinárias excludentes e numericamente expressiva – mais de um quarto da população do Brasil deverá se constituir no maior baluarte para a depuração do conteúdo nocivo impregnado na sociedade – tem agido com esse objetivo.
Como esse embate ocorrerá no terreno secular, político, as lideranças deverão estar preparadas para não ultrapassarem o entendimento teológico de separação do Estado e da Igreja, nem a natureza legal da laicidade do Estado. Além de conhecimento, essa fronteira exigirá equilíbrio, temperança e muita sabedoria, sem prejuízo do compromisso e do engajamento permanentes e determinados.
O bem e a boa política não bastarão para a sobrevivência da ética e da moral judaico-cristã. A nossa causa exige reação e combate permanentes à insurgência do mal onde ele surgir.
O mal tem se manifestado em diversos formatos, como o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH3); o Projeto de Lei nº 122, de 2006; o kit gay; a ideologia de gênero; a Lei da Palmada; a liberação do aborto; a pílula do dia seguinte; o casamento gay; a negação da heteronormatividade, para citar alguns dos mais conhecidos.
Enfim, a nossa causa será reconstruir com urgência os alicerces históricos e culturais da Nação, eliminando todo o lixo aético e amoral introduzido no seio da sociedade brasileira.
Essa é a nossa causa.
Tag: Aborto, aparelhamento estatal, Casamento Gay, Corrupção, ideologia de gênero, kit gay, princípios judaico cristãos