Itens de plebiscito são um escárnio à vontade das ruas
Para Arolde, a Presidenta está tentando transferir a responsabilidade dos protestos para o Congresso
As sugestões impostas pela presidente Dilma Rousseff para o Congresso Nacional
apresentadas na última terça-feira, 3, soaram como um escárnio para muitos
parlamentares. Dentre as propostas está o financiamento público de campanha, um
instrumento que é considerado uma grande brecha para corrupção. “O dinheiro público
financiar as eleições para mais de trinta partidos organizados é um escárnio ao
contribuinte, ainda mais em um momento como esse. Dessa forma, o povo vai voltar às
ruas”, disse o deputado federal Arolde de Oliveira.
Para Arolde, a presidente está tentando transferir para o Congresso Nacional a
responsabilidade das manifestações e o plebiscito não trata de uma reforma política,
como a chefe do Executivo anunciou. “É uma reforma partidária, isso sim, e muito
pequena com dois itens de interesse do partido da própria presidente, ainda mais agora
que as ruas rejeitaram este e os demais partidos de esquerda”, pontuou.
Ao que considerou uma decisão, no mínimo, equivocada, o pessedista sugeriu alguns
temas de real relevância para um plebiscito de fato. “Vamos fazer uma reforma
política, uma reforma tributária, rever o pacto federativo e implantar um orçamento
impositivo para reduzir a corrupção que é um dos itens que a Nação está pedindo”,
concluiu.
(Redação)
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