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De: 02/08/2013

Maconha vira produto legal no Uruguai e ameaça fronteiras brasileiras

Contrabando do produto industrializado pode aumentar ainda mais o tráfico, defende Arolde

“Governo brasileiro deve tomar medidas de urgência para reforçar a fronteira”, defende Arolde

O parlamento uruguaio aprovou na última quinta feira, 1º, a legalização da maconha no
país, após mais de 13 horas de debates e uma votação apertada. Por 50 votos a favor a
46 contra, os deputados uruguaios tornaram o consumo, a produção e a venda da maconha
legal e amparada pelo Estado. A proposta vai ainda tramitar no Senado e, em seguida,
para a sanção presidencial. O presidente esquerdista, José Mujica, é o principal
entusiasta da proposta.

O polêmico projeto é rejeitado por 63% da população, segundo recente pesquisa do
instituto Cifra. Caso aprovado, será permitida a venda em farmácias de até 40 gramas
por pessoa mensais da droga, além do cultivo de até seis pés da planta em casa. Os
usuários deverão se cadastrar, ser maiores de idade e residentes no país. Há também a
possibilidade de cultivo coletivo de até 99 pés, em clubes de 45 pessoas no máximo. A
legislação prevê a criação de um Instituto Nacional de Cannabis – nome científico da
planta que dá origem à droga – para controlar o comércio no país.

O deputado federal Arolde de Oliveira considerou a medida muito perigosa para o
tráfico de drogas no Brasil, já que o Uruguai faz fronteira com o país. “O risco de
contrabando do produto industrializado e produzido em larga escala é muito grande.
Hoje, pelas fronteiras de Uruguai e Paraguai, por exemplo, já ocorre grande
contrabando de produtos como cigarro, wishky, armas”, apontou o parlamentar do PSD.

Segundo Arolde, o Brasil terá que tomar medidas de urgência para reforçar a fronteira.
“O uso da maconha é crime no Brasil e o governo tem obrigação de proteger nossas
fronteiras contra essa ameaça. A nossa juventude está em risco”, alarmou.

(Destak Rio/Redação)

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