Deputados pressionam Ministros sobre revista a avião da FAB na Bolívia
Arolde de Oliveira e Jair Bolsonaro desconfiam de que podem ter ocorrido mais revistas não autorizadas na Bolívia
Os deputados Arolde de Oliveira (PSD/RJ) e Jair Bolsonaro (PP/RJ) apresentaram nesta quarta-feira, 17, dois requerimento de informações (RIC 3446/2013 e RIC 3447/2013) aos Ministros das Relações Exteriores e da Aeronáutica sobre a revista não autorizada ocorrida nos aviões da Força Aérea Brasileira em solo boliviano quando o Ministro Celso Amorim estava em missão oficial no país em 2011. O episódio veio à tona após, no último domingo, 14, uma reportagem do jornal “Diário do Poder” apontar que, em 2012, o avião que levava o Ministro das Relações Exteriores fora revistado pelo governo boliviano em Santa Cruz de la Sierra.
Em resposta, o Ministério da Defesa emitiu uma nota na última terça, 16, negando o ocorrido denunciado na reportagem, porém, admitiu que houve uma revista não autorizada em avião da FAB, em uma missão oficial de Amorim em 2011 em La Paz. Na ocasião, segundo a nota, assessoria do ministério não soube informar o motivo da ação do governo boliviano, mas, de acordo com o jornal Valor Econômico, o revista foi motivada pela suspeita de que o senador boliviano Roger Pinto Molina, opositor do presidente Evo Morales, estaria a bordo.
Arolde de Oliveira relembrou a postura de indignação com a qual o Governo reagiu ao bloqueio feito a Morales por países europeus no início do mês e cobrou uma reação. “Estranhamente, quase que num acesso de histeria, o Governo se manifesta contra a mudança de rota de um avião com o Presidente da Bolívia, na Europa. Então, são dois pesos e duas medidas”, condenou.
Para os parlamentares, esta pode não ter sido a única vez que isso aconteceu e cobrou medidas cabíveis para defender a soberania nacional. “Não estamos entendendo por que o Governo anda tão perdido em matéria de relações exteriores, onde, tradicionalmente, o Brasil sempre fez escola”, completou. O requerimento foi protocolado nesta quarta-feira, 17, e encaminhado à Mesa Diretora. Os Ministérios da Defesa e das Relações Exteriores terão até trinta dias para responder às questões.
(Redação)
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